Amar sem corpo: a invenção do amor pós-afetivo nos tempos contemporâneos
Resumo
Ao concluir o romance A invenção de Morel de Bioy Casares (1940), pode-se ler nas entrelinhas: Faustine está morta, e por isso eu a amo. Mais do que uma questão psicológica ou estética, trata-se de um problema fundamentalmente político. Isso porque aponta para um dilema relacionado ao poder: como os dispositivos capturam, administram e corroem a capacidade amorosa do sujeito, transformando sua experiência estética, erótica e política? O presente ensaio discute as consequências políticas de uma subjetividade colonizada pelas tecnologias digitais, que a impossibilitam de vivenciar o Eros e a alteridade, condenando-a a um simulacro virtual. Por esse motivo, o ensaio se insere nos debates pós-modernos sobre a subjetividade contemporânea e a micropolítica, a partir de aproximações interdisciplinares.
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