O fluxo memorial. As representações da memória ausente, íntima e à margem da oficialidade em Los Rubios (2003)
Resumo
Recebido: 07/01/2025
Aprovado: 02/03/2025
Resumo
A memória, longe de ser um arquivo hermético, um monumento estático ou um museu de certezas, é um fluxo sinuoso, abre caminho através das névoas do esquecimento, atravessa-as e também as assimila, o desejo de recordar acelera o seu curso, para depois abrandar perante percursos fragmentados. No seu livro O rio da consciência, Oliver Sacks (2017) defende a falibilidade da memória, argumentando que os seres humanos não possuem os mecanismos neurológicos para garantir um relato preciso do passado, uma verdade absoluta: as nossas memórias são frágeis, fragmentárias, mas também flexíveis e criativas. Sacks propõe a imagem do rio como esse ser mutável, que se transforma a cada segundo de existência, que se torna mais e, ao mesmo tempo, menos.
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