O sujeito silenciado pelo discurso médico: um estudo sobre o diagnóstico de depressão na perspectiva da psicanálise

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17533/udea.affs.v19n37a01

Palavras-chave:

depressão, diagnóstico, psicanálise

Resumo

O diagnóstico de depressão é um dos mais prevalentes na contemporaneidade, com incidência considerada epidêmica pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 2020). A psicanálise considera que o estudo da depressão deve ser realizado na clínica do um a um, analisando também as perspectivas socioculturais em que o sujeito se encontra inserido. Este artigo, resultado de uma pesquisa de mestrado, propõe uma discussão acerca do diagnóstico de depressão na perspectiva da psicanálise com a apresentação de uma vinheta clínica de um paciente atendido em clínica particular. O debate proposto versa em torno dos discursos lacanianos e a contribuição que eles podem fornecer para a clínica contemporânea.

|Resumo
= 591 veces | PDF
= 436 veces|

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Livia Herculano, Universidade de Fortaleza

Mestre em Psicologia pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Brasil. Psicóloga com atuação em clínica particular. Possui interesse nas áreas relacionadas a subjetividade e seus adoecimentos.

Leonardo Danziato, Universidade de Fortaleza

Pós-Doutor pela Université Paris 7 – Diderot. Doutor e Mestre em Sociologia pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia de Universidade Federal do Ceará. Graduado e licenciado em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará. Professor Titular do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Brasil.

Referências

Abras, R. M. G. (2011). A vida se engole a seco: reflexões sobre a depressão na contemporaneidade. Estudos de Psicanálise, 35, 109-114. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0100-34372011000200012&lng=pt&nrm=iso

Ávila, R. J. (2014). “A pílula da felicidade”: A demanda e o consumo de Fluoxetina e suas relações com os imperativos do discurso capitalista (Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil). Repositorio UFMG. https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUOS-9U5GLU/1/disserta__o___renato__vila___com_folha_de_aprova__o_e_ficha_catalogr_fica.pdf

Brandão, K. (2019). O que a teorização lacaniana dos discursos nos ensina sobre o laço contemporâneo? Modernos & Contemporâneos, 3(5), 24-43. https://ojs.ifch.unicamp.br/index.php/modernoscontemporaneos/article/view/3883

Campos, E. B. V. (2016). Uma perspectiva psicanalítica sobre as depressões na atualidade. Estudos Interdisciplinares em Psicologia, 7(2), 22-44. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-64072016000200003&lng=pt&nrm=iso

Castro, J. E. (2009). Considerações sobre a escrita lacaniana dos discursos. Ágora: Estudos em Teoria Psicanalítica, 12(2), 245-258. https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-536262

Castro, M. F. M., & Massa, E. S. C. (2019). A sociedade contemporânea, os imperativos do ideal do eu e os diagnósticos de depressão. Pretextos, 4(8), 111-127. http://periodicos.pucminas.br/index.php/pretextos/article/view/18722

Christaki, A., & Batista, R. L. L. (2014). Destinos do vínculo e dos afetos no mal estar contemporâneo: O modelo da depressão. Tempo Psicanalítico, 46(1), 55-63. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-48382014000100005&lng=pt&tlng=pt

Clavreul, J. (1983). A ordem médica: Poder e impotência do discurso médico. Brasiliense.

Coelho, C. M. S. (2006). Psicanálise e laço social: uma leitura do Seminário 17. Mental,4(6), 107-121. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-44272006000100009&lng=pt&tlng=pt

Coser, O. (2003). Depressão: Clínica, crítica e ética. Editora Fiocruz.

Couto, L. F. S., Casséte, J. L. Q., Hartmann, F., & Souza, M. F. G. (2018). Os discursos lacanianos como laços sociais. Revista Subjetividades, Ed. Especial, 93-104. https://periodicos.unifor.br/rmes/article/view/6562/pdf

Danziato, L. (2009). Existe uma genealogia possível na psicanálise? Ágora: Estudos em Teoria Psicanalítica, 12(2), 185-198. https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1516-14982009000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

Danziato, L. J. B., & Souza, L. B. (2016). O lugar do sujeito e do gozo nos processos de medicalização dos sintomas. Psicanálise & Barroco em Revista, 14(1), 171-201. http://seer.unirio.br/index.php/psicanalise-barroco/article/view/7320

Delouya, D. (2003). Depressão. Casa do Psicólogo.

Dias, B. (2017). De que maneira o discurso do analista possibilita fazer furo no discurso capitalista? Stylus (Rio de Janeiro), (34), 59-73. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-157X2017000100003&lng=pt&tlng=pt

Fédida, P. (2002). Dos benefícios da depressão: Elogio da psicoterapia. Escuta.

Folberg, M. N., & Maggi, N. R. (2002). Declínio da função paterna e dialética da simbolização. Estilos da Clínica, 7(13), 92-99. http://www.revistas.usp.br/estic/article/view/61044

Freud, S. (2020/1930). O mal-estar na cultura. En M. R. S. Moraes (Trad.), Obras Incompletas de Sigmund Freud (pp. 305-410). Autêntica.

Kehl, M. R. (2009). O tempo e o cão: A atualidade das depressões. Boitempo.

Lacan, J. (1978). Lacan in Itália, 1953-1978. La Salamandra.

Lacan, J. (1992/1969-1970). O seminário, livro 17:O avesso da psicanálise (A. Roitman, Trad.). Jorge Zahar.

Lacan, J. (1997/1959-1960). O seminário, livro 7: A ética da psicanálise (A. Quinet, Trad.). Jorge Zahar.

Lacan, J. (1998/1949). O estádio do espelho como formador da função do eu. En V. Ribeiro (Trad.), Escritos (pp. 96-103). Jorge Zahar.

Lacan, J. (2005/1962-1963). O seminário, livro 10: A angústia (V. Ribeiro, Trad.). Jorge Zahar.

Lacan, J. (2008/1968-1969). O Seminário, livro 16: De um Outro ao outro (V. Ribeiro, Trad.). Jorge Zahar.

Lambotte, M-C. (2000). A estética da melancolia. Companhia das Letras.

Loures, N. R. P., & Fernandes, P. B. (2015). A soberania da clínica: além do diagnóstico em psiquiatria e psicanálise. Estilos da Clínica, 20(2), 279-295. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1415-71282015000200008&lng=pt&nrm=iso

Maesso, M. C. (2014). A razão do diagnóstico em torno do ideal científico e a ruptura ética da psicanálise. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 30(4), 433-439. https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-37722014000400008&script=sci_arttext

Organização Mundial de Saúde (OMS). (2020). Depression. https://www.who.int/es/news-room/fact-sheets/detail/depression

Rodrigues, H. P. (2012). Estudo psicanalítico sobre os efeitos subjetivos do diagnóstico psiquiátrico de depressão (Dissertação de mestrado, Universidade de Fortaleza, Fortaleza, CE, Brasil). UNIFOR. https://uol.unifor.br/oul/conteudosite/?cdConteudo=4833761

Sanada, E. R. (2004). A ʻverdadeʼ da ciência a partir de uma leitura psicanalítica. Psicologia USP, 15(1-2), 183-194. https://www.scielo.br/pdf/pusp/v15n1-2/a19v1512.pdf

Silva, L. M., & Canavêz, F. (2017). Medicalização da vida e suas implicações para a clínica psicológica contemporânea. Revista Subjetividades, 17(3), 117-129. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S2359-07692017000300011&lng=pt&nrm=iso

Silva, M. M. (2018a). A proposta dos discursos como leitura estrutural para os novos sintomas. Revista Subjetividades, 18(1), 68-78. https://periodicos.unifor.br/rmes/article/view/7251

Silva, M. M. (2018b). O discurso universitário e a clínica contemporânea. Cadernos de psicanálise (Rio de Janeiro), 40(38), 161-182. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-62952018000100010&lng=pt&tlng=pt.

Siqueira, E. S. E. (2007). A depressão e o desejo na psicanálise. Estudos e Pesquisas em Psicologia, 7(1), 71-80. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812007000100007

Soler, C. (1998). A psicanálise na civilização. Contra Capa.

Solomon, A. (2002). O demônio do meio-dia: Uma anatomia da depressão. Objetiva.

Tavares, L. A. T., & Hashimoto, F. (2008). A alienação mental e suas (re) produções na contemporaneidade. Revista da SPAGESP, 9(2), 04-10. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-29702008000200002&lng=pt&tlng=pt

Teixeira, A. M. R. (2008). Depressão ou lassidão do pensamento? Reflexões sobre o Spinoza de Lacan. Psicologia Clínica, 20(1), 27-41. https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-56652008000100002&lng=pt&tlng=pt

Teixeira, M. A. R. (2004). Melancholia and Depression: a Conceptual and Historical Review in the Areas of Psychology and Psychiatry. Revista de Psicologia da UNESP, 4(1), 41-56. https://revpsico-unesp.org/index.php/revista/article/view/26

Torezan, Z. C. F., & Aguiar, F. (2011). O sujeito da psicanálise: Particularidades na contemporaneidade. Revista Mal Estar e Subjetividade, 11(2), 525-554. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1518-61482011000200004&lng=pt&tlng=pt

Ziliotto, D. M. (2004). A posição do sujeito na fala e seus efeitos: Uma reflexão sobre os quatro discursos. Psicologia USP, 15(1-2), 215-223. https://www.scielo.br/pdf/pusp/v15n1-2/a21v1512.pdf

Downloads

Publicado

2022-12-22

Como Citar

Herculano, L., & Danziato, L. (2022). O sujeito silenciado pelo discurso médico: um estudo sobre o diagnóstico de depressão na perspectiva da psicanálise. Affectio Societatis, 19(37), 1–25. https://doi.org/10.17533/udea.affs.v19n37a01