Governamentalidade e heterotopias urbanas: uma leitura sobre os contra- espaços do poder cidadão
DOI:
https://doi.org/10.17533/udea.esde.v74n163a07Palavras-chave:
governamentalidade, dispositivos de poder, heterotopias urbanas, cidadanias.Resumo
A governamentalidade como a “racionalização governamental no exercício da soberania política” implica uma construção de técnicas de controle, formas de conhecimentos (disciplinas), regimes de representação e modos de intervenção. Esta racionalização se constrói através de dispositivos de controle e de produção que se expressam em discursos e tecnologias de poder. Nessa ordem, a governamentalidade urbana nos aproxima à discussão pela cidade ou pelas relações sócio-espaciais que ocorrem nas dinâmicas da cidade. Neste sentido, nos perguntamos: a cidade leva em si uma ideia instantânea de governamentalidade, ou se constrói uma governamentalidade para edificar uma cidade? Portanto, estaríamos tratando de vários projetos de cidade dentro de uma cidade? Estas perguntas orientam nossa pesquisa, a propósito dos contextos em que se desenvolvem as dinâmicas de uma cidade como Medellín, Colômbia, em relação aos discursos de desenvolvimento, o modelo econômico e o modelo de Estado; que constituem os dispositivos em que se expressa a governamentalidade. O presente artigo analisa o cenário de atuação da governamentalidade urbana como dispositivo que, através de estratégias de controle e de subjetivação, conduzem à figura do sujeito auto – governável e produtivo, para se referir a David Harvey, no marco de uma pólis neoliberal.
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