Amarelos, brancos e chineses. Discursos e práticas de racialização e xenofobia sobre a população de origem japonesa no Peru
DOI:
https://doi.org/10.17533/udea.boan.v35n59a09Palavras-chave:
nipo-peruanos, recialização, xenofobia, desnacionalização, brancura, amarelecimento, chinês, FujimoriResumo
No artigo analiso o uso político dos principais discursos racializadores sobre população de origem japonês no Peru sobre os que concentrar-me-ei em três momentos. Como ponto de início, eu discuto o desenvolvimento dos discursos sobre o amarelecimento e a brancura dos japoneses, mesmo que as narrativas sobre o perigo amarelo em relação com o estabelecimento e regulação de políticas de imigração que empolgaram, regularam e proscreveram o deslocamento e permanência desta população no Peru, entre os séculos XIX e primeira metade do XX. Estes discursos e narrativas representaram ideações biopolíticas que foram replicadas de maneira hemisférica em diferentes Estados-nação no continente americano. Do mesmo modo, verifico algumas das manifestações mais extremas deste fenômeno: de um lado, as políticas de desnacionalização de peruanos de origem japonesa e, de outro, aquelas que legalizaram sua concentração nos Estados Unidos no contexto de preâmbulo e desenvolvimento da Segunda Guerra Mundial. Finalmente visito de novo estes discursos racializadores à luz de alguns exemplos contemporâneos (finais de século XX, princípios do XXI), centralizados, na figura de Alberto Fujimori. Sobre isso, pararei unicamente no uso afetivo que este candidato utilizou de uma categoria racializadora (chinês), sob a que ele se autodenominou diante seus votantes; assim como sua declaração em algumas manifestações públicas de apoio e oposição a sua candidatura e mandato.
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