Formação de Professores de Ciências no Brasil e Alfabetização Científica: desafios e Perspectivas

Resumen

O presente trabalho traz uma reflexão sobre o conceito de alfabetização científica e sua importância no ensino de Ciências. Para tal, discute processos formativos de docentes da área, com base em autores importantes para sua compreensão, trazendo uma base conceitual sólida para discutir a questão principal. Uma densa revisão de literatura consubstancia as posições refletidas, quais sejam: a importância de esclarecer o conceito de alfabetização científica, sua articulação com a formação de professores de Ciências, e o desafio de pensar uma relação de ensino-aprendizagem que seja referenciada na superação de um paradigma tradicional que não articule os desafios da vida moderna e que traga perspectivas para uma educação de qualidade e que desenvolva o pensamento científico, a cidadania, a vida em cooperação e uma sociedade mais justa, que cuide do ambiente em que vive e contribua para a superação das desigualdades sociais. Pensar uma didática de ciências que se apodere das tecnologias sem deixar a dimensão humana e social é desafio que se apresenta para professores e alunos em processo de se alfabetizarem cientificamente.

|Resumen
= 111 veces | PDF
= 52 veces|

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.

Biografía del autor/a

Helena Amaral Fontoura, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro-Brasil.

Professora Titular, Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro-Brasil

Elienae Genésia Corrêa Pereira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro-Brasil.

Faculdade de Formação de Professores, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Brasil

Sandro Tiago Figueira, Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SMERJ), Rio de Janeiro-Brasil..

Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SMERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Citas

André, M. (2013) O que é um estudo de caso qualitativo em Educação? Revista FAEEBA, Salvador, v.22, n.40, p. 95-103.

Arroio, A., Giordan, M. (2006). O vídeo educativo: aspecto da organização do ensino. Química Nova na Escola, São Paulo, 24.

Arthury, L. H. M. (2010). A cosmologia moderna à luz dos elementos da epistemologia de Lakatos. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, SC, Brasil.

Auler, D., Delizoicov, D. (2001). Alfabetização científico-tecnológica para quê? Rev. Ensaio, Belo Horizonte, 3(2), p.122-134.

Azevedo, R. O. M. (2008). Ensino de ciências e formação de professores: diagnóstico, análise e proposta. Dissertação de mestrado. Universidade do Estado do Amazonas.

Bizzo, N. M. V. (2012) Pensamento científico: a natureza da ciência no ensino fundamental. São Paulo: Editora Melhoramentos.

Brandi, A. T. E., Gurgel, C. M. A. (2002). A Alfabetização Científica e o Processo de Ler e Escrever em Séries Iniciais: Emergências de um Estudo de Investigação-Ação. Ciência & Educação, 8(1), 113-125.

Brasil. (1997). Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Brasília: MEC/SEF.

_____. Secretaria de Educação Fundamental. (1998). Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental; Ciências. Brasília: MEC/SEF, v. 4.

_____. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: Ministério da Educação, 2018. Disponível em http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em 21 outubro 2019.

Bydlowski, C. R., Lefévre, A. M. C., Pereira, M. I. T. (2011). Promoção da saúde e a formação cidadã: a percepção do professor sobre cidadania. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 16(3), 1771-1780.

Cachapuz, A., Gil-Perez, D., Carvalho, A. M. P., Praia, J., Vilches, A. (2005). A necessária renovação do ensino de ciências. São Paulo: Cortez.

Carvalho, A. M. P. de. (2007). Habilidades de professores para promover a Enculturação Científica. Contexto & Educação, 22(77), pp. 25-49.

Carvalho, A. M. P. de, Gil-Pérez, D. (2006). Formação de professores de ciências: tendências e inovações (8a). São Paulo: Cortez.

Chassot, A. I. (2003). Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social. Revista Brasileira de Educação, 22, 89-100.

Chassot, A. I. (2006). Alfabetização Científica: questões e desafios para a educação (4a). Ijuí: Ed. Unijuí.

Chernicharo, P. de S. L. (2010). Práticas docentes e cultura científica – O caso da Biologia. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Chrispino, A. (2008). O enfoque CTS - Ciência, Tecnologia e Sociedade e seus impactos no ensino. Revista Tecnologia & Cultura. Rio de Janeiro, 10(13), 7-17.

Costa, I. A. P. M. da C., Monteiro, M. J. P. F. G., Costa, M. do R. P. de S. C. (2009). Interdisciplinaridade na Alfabetização Científica dos cidadãos: de uma exigência curricular a um imperativo profissional. Atas do Congresso Internacional Galego-Português de Psicopedagogia. Braga, PT, 10.

Cuba, M. A. (2010). Educação ambiental nas escolas. ECCOM – Revista Educação, Cultura e Comunicação, 1(2), pp. 23-31.

Cunha, R. B. (2017). Alfabetização científica ou letramento científico? Interesses envolvidos nas interpretações da noção de scientific literacy. Revista Brasileira de Educação, 22(68).

Damasio, F., Peduzzi, L. O. Q. (2018) Para que ensinar ciência no Século XXI? – Reflexões a partir da filosofia Feyerabend e do ensino subversivo para uma aprendizagem significativa crítica. Revista Ensaio, 20, 1-19.

Delizoicov, N. C.; Slongo, I. I. P. (2011). O ensino de Ciências nos anos iniciais do Ensino Fundamental: elementos para uma reflexão sobre a prática pedagógica. Série-Estudos. Campo Grande, MS, n.32, p.205-221.

Driver, R.; Newton, P.; Osborne, J. (2000). Establishing the norms of scientific argumentation in classrooms. Science Education, 84(3), p. 287-312.

Echeverría, A. R.; Belisário, C. M. (2008). Formação inicial e continuada de professores num núcleo de pesquisa em ensino de ciências. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 8(3).

Fabri, F. (2012). O ensino de Ciências nos anos iniciais do ensino fundamental sob a ótica CTS: uma proposta de trabalho dos artefatos tecnológicos que norteiam o cotidiano dos alunos. Dissertação de Mestrado, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Ponta Grossa, Paraná, Brasil.

Figueira, S. T. S. (2019). Teses docentes sobre o processo de ensinar e aprender Ciências. ACTIO, Curitiba, 4(1), p. 1-25.

Figueira, S. T. S.; Fontoura, H. A. (2018). Ensinar e aprender Ciências: o que dizem professores? Areté (Manaus), 11, p. 55-62.

Fourez, G. (2003). Crise no ensino de ciências? Investigações no ensino de ciências, 8(2), 109-123.

Freire, P. (1980). Educação como prática da liberdade, São Paulo: Paz e Terra.

Freire, P. (2001). Educação e participação comunitária. In: Política e educação – Coleção Questões da nossa época (5 ed). São Paulo: Cortez.

Freire, P. Pedagogia do oprimido. (2002). Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Freire, P. (2005). A importância do ato de ler – em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez.

Freitas, M. S. de; Aguiar, G. P. (2012). Educação e ludicidade na primeira fase do Ensino Fundamental. Interdisciplinar: Revista Eletrônica da Univar, 7,p. 21-25.

Fronza, K. R. K. (2016). Repercussões sociais decorrentes do avanço científico e tecnológico: manifestações curriculares resultantes da intervenção docente. Tese de Doutorado, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.

Gatti, B. A. (2010). A formação de professores no Brasil: características e problemas. Educação e Sociedade, 31(113), 1355-1379.

Gatti, B. A. (2013). A prática pedagógica como núcleo do processo de formação de professores. In: GATTI et al. Por uma política nacional de formação de professores. São Paulo: Editora Unesp.

Goldschmidt, A. I. (2012). O ensino de Ciências nos anos iniciais: sinalizando possibilidades de mudanças. Tese de doutorado. Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da vida e saúde, Santa Maria, RS.

Grando, K. B. (2012). O letramento a partir de uma perspectiva teórica: origem do termo, conceituação e relações com a escolarização. In: Anais do Seminário de Pesquisa em Educação da Região Sul – ANPED Sul, Caxias do Sul, RS, Brasil, 9.

Kist, C. P.; Ferraz, D. F. (2010). Compreensão de professores de biologia sobre as interações entre ciência, tecnologia e sociedade. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 10(1).

Kleiman, A. B. (2008). Os estudos de letramento e a formação do professor de língua materna. Linguagem em (Dis)curso – LemD, 8(3), p. 487-517.

Krasilchick, M. (1987). O professor e o currículo das ciências. São Paulo: EDUSP.

Krasilchick, M. (2005). Práticas de ensino de Biologia (4ª ed). São Paulo: EDUSP.

Krasilchick, M., Marandino, M. (2004). Ensino de ciências e cidadania. São Paulo: Moderna, 2004

Krasilchik, M., Silva, R. L. F., Silva, P. F. (2015). Perspectivas da educação em Ciências expressas nos periódicos Science e Nature. Ens. Pesqui. Educ. Ciên., Belo Horizonte, 17(1), p.192-207. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-2117201500010 0192&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em set. 2019.

Lemke, J. L. (1998). Teaching all the languages of science: words, symbols, images, and actions. Disponível em: <http://academic.brooklyn.cuny.edu/ education/jlemke/papers/barcelon.htm>. Acesso em 28 set. 2019.

Lorenzetti, L. (2000). Alfabetização científica no contexto das séries iniciais. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.

Lorenzetti, L.; Delizoicov, D. (2001). Alfabetização científica no contexto das séries iniciais. Ensaio – Pesquisa em Educação em Ciências, 3(1), 37-50.

Mamede, M., Zimmermann, E. (2007). Letramento Científico e CTS na Formação de Professores para o Ensino de Física. In: Anais do SNEF – Simpósio Nacional de Ensino de Física, São Luís, MA, Brasil, 16.

Milaré, T., Alves Filho, J. de P. (2010). Ciências no nono ano do Ensino Fundamental: da disciplinaridade à alfabetização científica e tecnológica. Rev. Ensaio, 12(2), p.101-120.

Modesto, M. C., Rubio, J. de A. S. (2014). A importância da ludicidade na construção do conhecimento. Revista Eletrônica Saberes da Educação, 5(1), s/p.

Mortimer, E. F., Machado, A. H. (1996). A Linguagem em uma Aula de Ciências. Presença Pedagógica, 2(11), p. 49-57.

Moura, W. A. L. de, Moura, M. S. L. A., Festucci, V. B. M., Bonzanini, T. K., Fernandez, F. da R. B. (2017, julho). Interdisciplinaridade e o ensino de ciências: o professor compreende essa relação?. Anais do Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências – ENPEC, Florianópolis, SC, Brasil, 11.

Nóvoa, A. (2017). Firmar a posição como professor, afirmar a profissão docente. Cadernos de Pesquisa, 47(166), p.1106-1133.

Pereira, E. G. C. (2015). Ações Pedagógicas para a Educação Ambiental: ampliando o espaço da ação docente. Tese de Doutorado, Instituto Oswaldo Cruz /FIOCRUZ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Pereira, E. G. C., Fontoura, H. A. da. (2013). Dinâmicas de grupo como recurso pedagógico no ensino de ciências. Enseñanza de las ciencias: revista de investigación y experiencias didácticas, no. Extra – IX Congreso de Investigación en Didáctica de las Ciencias, pp. 2737-2741. Disponível em: <https://www.raco.cat/index.php/Ensenanza/article/view/308050>.

Pereira, E. G. C., Fontoura, H. A. da. (2015a). Educação Ambiental (EA) na perspectiva do ensino de ciências. Revista Interacções, 11(39), pp. 564-576.

Pereira, E. G. C., Fontoura, H. A. da. (2015b). Educação Ambiental e o ensino de Ciências: discutindo a ação docente. In: C. Puggian, C. F. dos Santos, S. F. Raulino, C. R. da S. Machado (Orgs). IV Seminário de Justiça Ambiental, Igualdade Racial e Educação – Trabalhos completos. Duque de Caxias: Editora UNIGRANRIO, 2015.

Pereira, E. G. C., Fontoura, H. A. da. (2016, maio/agosto). Percepções da dimensão ambiental no contexto lúdico: docentes enquanto sujeitos. Revista Ciências & Ideias, 7(2), p.51-72.

Pereira, E. G. C., Pedrini, A. de G., Fontoura, H. A. da. (2019). Contextualizando Aquecimento Global e suas consequências ludicamente: algumas percepções de docentes do ensino fundamental. Ensino, Saúde e Ambiente, 12 (2), pp. 186-211.

Pereira, E. G. C., Santos, T. C. (2016). Construindo textos em ciências. Anais do Congresso Nacional de Educação – CONEDU, Natal, RN, Brasil, 3.

Praia, J., Gil-Pérez, D., Vilches, A. (2007). O papel da natureza da ciência na educação para a cidadania. Ciência & Educação, 13(2), p. 141-156.

Santos, W. L. P. (2007). Educação científica na perspectiva de letramento como prática social: funções, princípios e desafios. Revista Brasileira de Educação, 12(36).

Santos, W. L. P., Mortimer, E. F. (2001). Tomada de Decisão para Ação Social Responsável no Ensino de Ciências. Ciência & Educação, 7(1), 95-111.

Sasseron, L. H. (2015, novembro). Alfabetização científica, ensino por investigação e argumentação: relações entre ciências da natureza e escola. Revista Ensaio, 17, n. especial, p. 49-67.

Sasseron, L. H., Carvalho, A. M. P. de. (2011). Alfabetização Científica: uma revisão bibliográfica. Investigações em Ensino de Ciências, 16(1), pp. 59-77.

Soares, M. (2004). Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos. Acervo Digital UNESP, pp. 96-100. Disponível em: < http://www.acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/40142/1/01d16t07.pdf>. Acesso em 30/10/2014

Souza, A. L. S., Chapani, D. T. (2015). Necessidades formativas dos professores que ensinam ciências nos anos iniciais. Práxis Educacional, 11(19), 119-136.

Tirvelato, S. L. F., SILVA, R. L. F. (2011). Ensino de Ciências. São Paulo: Cengage Learning, 2011. v. 1. 135p.

UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. (2005). Década da educação das nações unidas para um desenvolvimento sustentável, 2005-2014: documento final do esquema internacional de implementação. Brasília: UNESCO, 120p. Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/images/0013/ 001399/139937por.pdf>. Acesso em: jul. 2017.

Viecheneski, J. P., Lorenzetti, L., Carletto, M. R. (2012). Desafios e práticas para o ensino de ciências e alfabetização científica nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Atos e Pesquisa em Educação, 7(3), 853-876.

Vygotsky, L. S. (1988). A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes.

Publicado
2020-06-30
Cómo citar
Fontoura, H. A., Pereira, E. G. C., & Figueira, S. T. (2020). Formação de Professores de Ciências no Brasil e Alfabetização Científica: desafios e Perspectivas. Uni-Pluriversidad, 20(1), e2020106. https://doi.org/10.17533/udea.unipluri.20.1.07