Arquivos, memória e prática antropológica: uma etnografia dos documentos de Mariza Corrêa
DOI:
https://doi.org/10.17533/udea.boan.v40n70a3Palavras-chave:
Mariza Corrêa, Etnografia no arquivo, história da antropologia , Brasil, gênero, século XXResumo
Este artigo apresenta uma reflexão sobre os usos e significados dos arquivos na antropologia, a partir de uma pesquisa centrada no arquivo pessoal da antropóloga brasileira Mariza Corrêa, que desenvolveu estudos sobre história da antropologia e gênero. Partindo de inquietações comuns entre pesquisadoras e pesquisadores que atuam com arquivos, são abordadas tanto questões teóricas relativas à relação da disciplina com esses materiais quanto aspectos práticos vinculados às suas condições materiais e institucionais. Argumenta-se que os arquivos não apenas conservam documentos, mas constituem espaços ativos de interpretação, memória e produção de novos sentidos no campo antropológico.
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