Intricacia gramatical em textos gerados pelo Chatgpt em língua adicional: uma perspectiva sistêmico-funcional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17533/udea.ikala.358152

Palavras-chave:

ChatGPT, intricacia gramatical, sistema lógico-semântico, complexos oracionais, LSF, Português língua adicional (PLA)

Resumo

A intricacia gramatical refere-se à complexidade da organização sintática dos complexos oracionais em um texto. Este estudo analisa essa intricacia em um corpus de seis tarefas de português como língua adicional produzidas pelo Chatgpt. Foram examinados os complexos oracionais, considerando-se a interdependência entre as orações – parataxe e hipotaxe – e o sistema lógico-semântico de expansão e projeção. A análise dos dados incluiu tratamento estatístico, utilizando Python e spss, além de uma avaliação qualitativa de uma amostra de textos. Os resultados indicaram que a correlação entre intricacia gramatical e densidade lexical geralmente segue o que Halliday (1985) propôs em termos de proporcionalidade. No entanto, a correlação entre intricacia gramatical e níveis de proficiência não se confirmou nos textos gerados pela inteligência artificial, indicando que o Chatgpt não segue de forma consistente as instruções referentes ao nível de proficiência. Quanto aos complexos oracionais, prevaleceram relações hipotáticas, e o desenvolvimento textual ocorreu principalmente por meio de expansões de extensão (+) e de intensificação (x). As contribuições deste estudo destacam a importância de que os professores que frequentemente utilizam inteligência artificial para criar materiais didáticos prestem atenção à complexidade e à organização lógico-semântica dos textos, o que também auxilia na identificação de produções que não seguem os princípios de integridade acadêmica.

|Resumo
= 0 veces | PDF
= 0 veces| | EPUB
= 0 veces|

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Antonio Marcio Da Silva, University of Essex

Professor associado, University of Essex, Colchester, Essex, Reino Unido

Lucia Rottava, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Professora associada, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Brasil.

Referências

Christie, F. & Unsworth, L. (2000). Developing socially responsible language research. In L. Unsworth (Ed.), Researching language in schools and communities: Functional linguistic perspectives (pp. 1–26). Cassell.

Council of Europe. (2001). Common European framework of reference for languages: Learning, teaching, assessment. Cambridge University Press.

Da Silva, A. M. & Rottava, L. (2024). Densidade lexical em textos gerados pelo Chatgpt: Implicações da inteligência artificial para a escrita em línguas adicionais. Texto Livre, 17, 1–19. https://doi.org/10.1590/1983-3652.2024.47836

Dörnyei, Z. (2007). Research methods in applied linguistics. Oxford University Press.

Doyle, H. (2008). Grammatical intricacy – The pedagogical significance of counting by word, clause or idea. In C. Wu, C. Matthiessen, & M. Herke (Eds.), Proceedings of isfc 35: Voices around the world. Sydney.

Eggins, S. (2004). An introduction to systemic functional linguistics (2nd Ed.). Pinter Publishers.

Figueredo, G. (2015). Uma descrição sistêmico-funcional dos marcadores discursivos avaliativos em português brasileiro: a gramática das partículas modais. Alfa, 59(2), 281–307. https://doi.org/10.1590/1981-5794-1504-3

Firth, J. R. (1957). A synopsis of linguistic theory 1930–1955. In Studies in linguistic analysis (pp. 1–32). Blackwell.

Ghio, E. & Fernández, M. D. (2008). Lingüística sistémico funcional. Aplicaciones a la lengua española (2a. Ed.). Waldhuter Editorial.

Gultom. J. J. & Pintubatu, E. (2022). Grammatical intricacy and lexical density of reading texts of English textbook for senior high school grade xii. bahas, 33(2), 173–182. https://doi.org/10.24114/bhs.v33i2.35972

Halliday, M. A. K. (1985). An introduction to functional grammar. Edward Arnold.

Halliday, M. A. K. (1993). Language and the order of nature. In M. A. K. Halliday & J. R. Martin (Eds.), Writing science: Literacy and discursive power (pp. 117–136). Routledge.

Halliday, M. A. K. (1978). Language as a social semiotic: The social interpretation of language and meaning.

Edward Arnold.

Halliday, M. A. K. (1989). Part A. In M. A. K. Halliday & R. Hasan, Language, context and text (2nd ed.; pp. 3–49). Oxford University Press.

Halliday, M. A. K. (1987/2002). Spoken and written modes of meaning. In M. A. K Halliday & J. Webster (Eds.), On grammar. Collected works of M. Halliday (vol. 1; pp. 323–351). Edited by Jonathan Webster. Continuum.

Halliday, M. A. K. (2004). The language of science. Continuum.

Halliday, M. A. K. & Hasan, R. (1989). Language, context and text (2nd Ed). Oxford University Press.

Halliday, M. A. K. & Matthiessen, C. M. I. M. (2014). An introduction to functional grammar (4th Ed.). Edward Arnold.

Johansson, V. (2008). Lexical diversity and lexical density in speech and writing: a develop-mental perspective. Working Papers 53 (pp. 61–79). Lund University.

Lancaster, T. (2023). Artificial intelligence, text generation tools and Chatgpt – does digital watermarking offer a solution? International Journal for Educational Integrity, 19(10), 1–14. https://doi.org/10.1007/s40979-023-00131-6

Ma’mun, N. (2017). Grammatical intricacy on students’ writing. Vision: Journal for Language and Foreign Language Learning, 6(1), 89–98. https://doi.org/10.21580/vjv6i11619

Malinowski, B. (1935). Coral Gardens and their magic, (vol. ii): The language of magic and gardening. Allen and Unwin.

Malinowski, B. (1923). The problem of meaning in primitive languages. In C. K. Ogden & I. A. Richards (Eds.), The meaning of meaning (8th Ed.; pp. 296–336). Harper Paperbacks.

Ramos, A. S. M. (2023). Generative artificial intelligence based on large language models —Tools for use in academic research. SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.6105

Rose, D., Martin, J. R. (2012). Learning to write, reading to learn: Genre, knowledge and pedagogy in the Sydney School. Equinox Publishing Ltd.

Rottava, L. & Da Silva, A. M. (2023). Sistema lógico-semântico de expansão na reescrita de textos acadêmicos: escolhas linguísticas de uma estudante versus as escolhas do Chatgpt. Diálogo das Letras, 12, 1–18. https://doi.org/10.22297/2316-17952023v12e02307

Rottava, L. & Santos, S. S. dos (2018). Os efeitos de construções metafóricas em textos produzidos em contexto acadêmico. delta: Documentação e Estudos em Linguística Teórica e Aplicada, 34(1), 55–79. https://doi.org/10.1590/0102-445085262849162431

Santos, S. S.; Silva, L. B. M .G. & Bordim, C. (2024). O sistema de atitude em textos criados pelo Chatgpt – uma análise de textos em português como língua adicional. Entretextos, 24(2), 193–214. https://doi.org/10.5433/1519-5392.2024v24n2p193-214

Syarif, H. (2019). Lexical density vs. grammatical intricacy: how are they related? Proceedings of the Sixth International Conference on English Language and Teaching (icoelt 2018), 276, 16–23. https://doi.org/10.2991/icoelt-18.2019.3

Downloads

Publicado

2026-02-19

Como Citar

Da Silva, A. M., & Rottava, L. (2026). Intricacia gramatical em textos gerados pelo Chatgpt em língua adicional: uma perspectiva sistêmico-funcional. Íkala, Revista De Lenguaje Y Cultura. https://doi.org/10.17533/udea.ikala.358152